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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Deserto do Atacama-Chile: Lagunas Cejar e Tebinquinche

Nosso quinto passeio no Deserto do Atacama foi à Laguna Cejar, conhecida como o "mar morto da América do Sul", devido à sua alta salinidade; e à Laguna Tebinquinche, onde apreciamos um belíssimo pôr do sol (cerca de 2.400 metros)
Laguna Tebinquinche
Visitamos o Deserto do Atacama em Agosto de 2014, onde passamos seis dias (5 diárias), e realizamos o total de 6 passeios. Registramos em nossa publicação Deserto do Atacama-Chile: dicas úteis e roteiro uma série de informações sobre como chegar, onde se hospedar, o que levar, e dicas de roteiro. Neste post vamos reunir informações e impressões sobre as Lagunas Cejar e Tebinquinche.
Laguna Tebinquinche
O passeio às Lagunas Cejar e Tebinquinche foi realizado à tarde, após o almoço, e nosso grupo era formado por 9 pessoas. Seguimos numa van que nos pegou na frente da empresa Cumbre 6000, e nossa primeira parada foi na Laguna Cejar (entrada: 2000 pesos chilenos).
Caminho para a Laguna Cejar
Caminho para a Laguna Cejar
Laguna Cejar
A temperatura estava numa média de 15 graus (era inverno quando fomos!), mas como havia muito sol, e considerando também que o passeio foi realizado à tarde e na mesma altitude de San Pedro de Atacama, o tempo estava quente e era possível ficar com roupas leves e de banho.


Laguna Cejar
A Laguna Cejar é conhecida por sua alta salinidade, por isso ninguém consegue afundar. Inclusive, depois de sair da lagoa, preste atenção em como sua pele estará branca de tanto sal! A laguna é linda, e costuma estar lotada, pois é um passeio bastante procurado. 
Laguna Cejar
Laguna Cejar
Nossa segunda parada foi no Ojo del Salar, uma lagoa de água doce onde é possível mergulhar (a água é geladíssima!!!) para tirar o excesso de sal. 
Ojo del Salar
Após o Ojo del Salar, o guia nos levou até a Laguna Tebinquinche (entrada: 2000 pesos chilenos), onde pudemos contemplar um cenário belíssimo e assistir ao pôr do sol. 
Laguna Tebinquinche
Laguna Tebinquinche
Laguna Tebinquinche
Laguna Tebinquinche
Laguna Tebinquinche
Laguna Tebinquinche

No fim da tarde, ainda nos foi servido pelo guia um lanche (bolachinhas, salgadinhos, suco, água, pisco sur).

Laguna Tebinquinche
Laguna Tebinquinche
Laguna Tebinquinche
Laguna Tebinquinche
Laguna Tebinquinche
Laguna Tebinquinche
Laguna Tebinquinche
Laguna Tebinquinche
Lanche na Laguna Tebinquinche

Após o passeio, o guia nos deixou na Rua Caracoles, onde passeamos um pouco por algumas lojinhas e jantamos cedo no hotel, pois nosso passeio no dia seguinte seria a subida ao Vulcão Lascar às 5h da manhã! 

Nosso passeio foi realizado pela empresa Cumbre 6000, e o valor, por pessoa, custou 18.000 pesos chilenos. Tivemos ainda que pagar duas taxas extras no valor de 2000 pesos chilenos cada uma, por pessoa, para entrar nas Lagunas.


O passeio às Lagunas começa às 15h (no inverno) e vai até o pôr do sol, ou seja, meio período, logo, antes dele ainda é possível fazer outro passeio. No nosso caso, fomos aos Gêiseres El Tatio e Machuca pela manhã (confira aqui)

Embora inverno, o clima à tarde costuma ser mais quente, se você estiver em altitudes semelhantes à de San Pedro de Atacama (2.400 metros). Portanto, para este passeio, é indispensável ir com roupas mais leves, roupas de banho, chinelos, óculos de sol, boné/chapéu, protetor solar e água. Não esquecer de levar tolhas e um casaquinho pois esfria um pouco após o pôr do sol.

Continue acompanhando nossos passeios pelo Deserto do Atacama. ;)

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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Deserto do Atacama-Chile: Gêiseres el Tatio e Machuca

Nosso quarto passeio no Deserto do Atacama foi aos Gêiseres el Tatio (4.250 metros), um campo geotérmico com fendas e crateras no solo que liberam jatos e vapores d'água que podem chegar a aproximadamente 85 graus. 
Gêiseres el Tatio
Visitamos o Deserto do Atacama em Agosto de 2014, onde passamos seis dias (5 diárias), e realizamos o total de 6 passeios. Registramos em nossa publicação Deserto do Atacama-Chile:dicas úteis e roteiro uma série de informações sobre como chegar, onde se hospedar, o que levar, e dicas de roteiro. Neste post vamos reunir informações e impressões sobre os Gêiseres el Tatio.
Gêiseres el Tatio
Saímos da Pousada la Casa de Don Tomás às 04:30h da manhã, quando ainda estava escuro e muito frio! O percurso é longo, cerca de 2h de viagem, e a van balança muito, pois o caminho é acidentado. Após uma longa viagem (cerca de 90 Km), chegamos aos Gêiseres El Tatio e o termômetro do receptivo marcava -7 graus. O frio estava se "amostrando" mesmo! 
Gêiseres el Tatio
No receptivo enfrentamos uma fila para pagar a entrada (5.000 pesos chilenos), e depois outra para ir ao banheiro (fila gigante e demorada!, pois havia muitas empresas de turismo no local). 

Após superar o vento congelante, começamos a contemplar e ficar deslumbrados com a paisagem! As fotos falam por si! Um dos principais passeios do Deserto do Atacama. Simplesmente imperdível!
Gêiseres el Tatio
Gêiseres el Tatio
Gêiseres el Tatio
Gêiseres el Tatio
As fotos no início ficam escuras, mas porque o sol ainda vai nascer. Logo depois, as cores começam a se acentuar, quando já é possível observar as aves voando e o céu totalmente azul!
Gêiseres el Tatio
Gêiseres el Tatio 
Gêiseres el Tatio
Tivemos cerca de 20-30 minutos para caminhar entre as fendas e crateras e observar mais de perto os jatos e vapores de água, mas não tão perto, pois os guias alertam que é importante reservar uma distâncias mínima de segurança, já que as temperaturas dos vapores e da água são muito elevadas. 

A água submetida a grande pressão busca saída na superfície através de aberturas (fendas e crateras), alcançando temperaturas de 85 graus, e as fumarolas chegam até 10 metros de altura.
Gêiseres el Tatio
Gêiseres el Tatio
Gêiseres el Tatio
Gêiseres el Tatio

Gêiseres el Tatio
Gêiseres el Tatio
Gêiseres el Tatio
Enquanto explorávamos o local, nosso guia Victor foi preparar o café da manhã - pão, geléia, ovo cozido, queijo, presunto, biscoito, café e chá. Inclusive, ele colocou os ovos para cozinhar em uma das crateras do campo geotérmico! Tudo foi muito bem organizado! 

O Victor, nosso guia, foi muito atencioso, cuidadoso e sempre prestativo. Ele era bilíngue (espanhol e inglês), e sempre que via algum animal na estrada, parava para que pudéssemos observar e tirar fotos. 
Ovos cozinhando na cratera do campo geotérmico
Café da manhã
Após o café da manhã, nosso guia nos levou à piscina natural de águas termais. A questão é ter coragem para tirar todos os casacos e aguentar o frio até entrar na piscina. As águas são bem quentes e, enquanto se está na piscina, nada de frio. Mas, quando você sai todo molhado e entra em contato com o frio e o vento gelado, até conseguir colocar toda a roupa de volta, haja coração! Mas vale a experiência. Há vestiários no local para trocar de roupa.
Água que alimenta a piscina natural de águas termais
Piscina natural de águas termais
Piscina natural de águas termais
Vestiários - Piscina natural de águas termais
No retorno para San Pedro de Atacama, paramos por cerca de 20 minutos em Machuca, um povoado de pastores que nos meses de verão e primavera levam suas lhamas para ali se alimentarem. O povoado é muito pequeno (cerca de 120 pessoas), e no local vendem para os turistas empanadas e expõem artesanato.
Pueblo Machuca
Andamos por todo o povoado observando as casas. Havia inclusive um homem cantando e tocando um instrumento em frente a uma delas. Subimos também até a parte mais alta, onde fica a igreja e de onde se pode observar toda a região.
Pueblo Machuca
Pueblo Machuca
Pueblo Machuca
Pueblo Machuca
Pueblo Machuca
Pueblo Machuca
Depois da visita ao Pueblo Machuca, seguimos para San Pedro de Atacama e, no caminho, foi possível observar muitas vicunhas correndo e comendo o capim dourado (paja brava), patos em alguns rios que cruzávamos, flamingos e também uma vizcacha, roedor com cauda longa pertencente à família dos chinchilas. Sempre que aparecia algum destes animais, nosso guia parava a van, falava um pouco sobre eles e sobre a flora, e nos dava alguns minutos para tirar fotos.
Vicunhas
Patos
Vizcacha
Chegamos a San Pedro de Atacama por volta das 13h e almoçamos no Restaurante Casa de Piedra, na Rua Caracoles (confira aqui). 

Nosso passeio foi realizado com a empresa Cumbre 6000, e o valor, por pessoa, custou 24.000 pesos chilenos. Tivemos que pagar uma taxa extra no valor de 5.000 pesos por pessoa para entrar no Campo Geotérmino Gêiseres el Tatio.


A duração média do passeio é de 8-9h (04:30h-13h), ou seja, meio período, logo, depois dele ainda é possível fazer outro. No nosso caso, à tarde, fomos à Laguna Cejar.

Como era inverno, o clima estava bastante frio e com muito vento. O passeio se inicia muito cedo, às 04:30h da manhã, quando as temperaturas ainda estão muito baixas, e termina a uma altitude aproximada de 4.250 metros, com temperaturas negativas, dependendo do dia. Então, importante usar calças térmicas, segunda pele, casaco corta vento, botas de trekking, luvas, gorro, cachecol, e levar na mochila garrafa de água, um pequeno lanche, protetor solar, protetor e hidratante labial e spray de soro fisiológico para o nariz.

Recomenda-se, no dia anterior a este passeio, evitar comidas pesadas, já que a diferença de altitude é grande e pode causar o mal conhecido como soroche (mal de altitude), que pode provocar dor de cabeça, náusea, falta de ar e tontura. Nada que um chá de coca ou caramelo de coca não ajude! Evite também andar muito rápido, pois devido à altitude, o ar é mais rarefeito e você se cansa logo. Tomamos todas as precauções e não tivemos nenhum sintoma. 

Ah, não esqueça de levar uma roupa de banho e toalhas (algumas pousadas disponibilizam para os hóspedes) para entrar na piscina natural de águas termais.

Continue acompanhando nossos passeios pelo Deserto do Atacama. ;)

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